Tuesday 13 November 2018
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dnoticias - 5 days ago

Grávida que foi agredida no Funchal alegou às autoridades que sofreu uma queda acidental

A mulher grávida que foi agredida na noite de quarta-feira, na zona velha da cidade do Funchal, ilibou o companheiro. O DIÁRIO apurou que a vítima terá alegado que os ferimentos sofridos tinham resultado não de uma agressão mas de uma queda acidental.Segundo o DIÁRIO apurou, a mulher tem 25 anos, é natural do Leste Europeu e reside na Madeira há cerca de um ano, partilhando casa com o companheiro, o homem suspeito de a ter agredido por volta das 23 horas de quarta-feira na Travessa das Torres, numa zona de bares e restaurantes no núcleo histórico do Funchal.Sabe o DIÁRIO que no momento em que deu entrada no serviço de urgência do Hospital Dr. Nélio Mendonça, no Funchal, a mulher negou as agressões e terá justificado à PSP que os hematomas e golpes que apresentava na cara tinham sido causados por uma queda acidental na rua.Por esse motivo, a vítima deu entrada não como vítima de agressão mas como acidente pessoal, não constando nos registos policiais como crime.Contudo, o vídeo viral que foi entretanto partilhado no Facebook por Fábio Pereira e replicado pelo DIÁRIO e por diversos órgãos de comunicação social, levaram o Comando Regional da PSP a decidir abrir um inquérito por violência doméstica, conforme já noticiámos nesta edição digital, de modo a investigar as circunstâncias em que tudo ocorreu.A versão que a vítima apresentou à entrada do hospital tem uma importância residual no processo-crime, na medida em que a mulher encontrava-se numa situação vulnerável, eventualmente pós-traumática e temia represálias. Por outro lado, a vítima não sabia da existência do vídeo que se tornou viral e que contribuiu para expor o caso. Sublinhe-se que os maus tratos em contexto de violência doméstica é um crime de natureza pública, logo não carece da apresentação de queixa da parte da vítima para que seja investigado.Para além do vídeo, que mostra o suspeito junto à mulher num pranto, a PSP conta com testemunhas oculares que garantem ter assistido às agressões. Sabe-se que a vítima será inquirida nos serviços policiais num quadro de maior estabilidade e protecção que possibilite a confissão e o apuramento da verdade.Conforme o DIÁRIO avançou, o homem já está indiciado apesar de não estar ainda formalmente identificado. A PSP possui os dados do indivíduo, assim como a morada. As análises efectuadas pelo serviço de ginecologia e obstetrícia do hospital do Funchal indicaram que o bebé estava aparentemente bem, apesar de todo o tumulto sofrido pela mãe. Sabe-se que a mulher já teve alta hospitalar ainda de madrugada.Saiba mais sobre esta caso amanhã, na edição impressa.

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