Wednesday 11 December 2019
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dnoticias - 20 days ago

Qualidade dos trabalhadores entre factores mais valorizados para investir em Portugal

Os empresários colocam a qualidade dos trabalhadores portugueses entre as maiores vantagens comparativas da economia nacional e apontam o funcionamento da justiça, burocracia e instabilidade fiscal como os principais obstáculos ao investimento em Portugal.Segundo o Observatório da Competitividade Fiscal em 2019, da Deloitte, ontem divulgado, 79% dos empresários considera o acesso ao mercado europeu como uma das maiores vantagens comparativas da economia portuguesa, seguindo-se a qualidade dos trabalhadores portugueses (61%) e do ensino superior (51%).Do lado oposto, e quando questionados sobre os maiores entraves à captação de investimento, o funcionamento da justiça continua a surgir à frente, sendo apontado por 56% dos empresários, o que revela uma subida de 21 pontos percentuais face aos resultados da edição do ano anterior.Para Luís Belo, Tax Leader da Deloitte, esta subida da percentagem de empresas que apontam o funcionamento da justiça como uma das maiores dificuldades na atração de capital estrangeiro poderá ser “parcialmente” justificada “com o aumento dos processos em contencioso e a demora na administração da justiça”. No ranking dos maiores obstáculos, seguem-se os custos de contexto e a burocracia em geral (apontados por 55% das empresas) e a instabilidade do sistema fiscal (49%). Em ambos os casos se observa uma subida face aos valores revelados no Observatório Fiscal de 2018, em que estes dois fatores foram identificados como um entrave por, respetivamente, 43% e 37% das empresas.Na vertente fiscal, Luís Belo destaca o facto de, nas respostas, os empresários terem sublinhado a “ausência de medidas suscetíveis de relançar a economia portuguesa e de apoio à competitividade do tecido empresarial português, designadamente ao nível do IRC”.Dentro dos custos de contexto, os empresários veem o funcionamento dos tribunais (70%) e o licenciamento e autorizações camarárias (50%) como os fatores mais negativos.Numa apreciação ao impacto das principais medidas fiscais inseridas no Orçamento do Estado para 2019, 46% dos empresários referem que este irá sobretudo contribuir positivamente para os objetivos de consolidação orçamental, mas uma percentagem semelhante (43%) entende que não terá “repercussões no relançamento da economia”.O Observatório Fiscal 2019 indica que ainda que o OE em vigor “será irrelevante para a redução do desemprego (74%), promoção da pesquisa e desenvolvimento (70%) e incremento das exportações (70%)”.O Observatório contempla também uma parte em que os empresários apontam as medidas que consideram que mais podem contribuir para uma melhoria das relações entre os contribuintes e a administração fiscal, com os resultados a indicarem que 57% defendem uma redução dos prazos de resposta ou resolução de dúvidas ou problemas com os contribuintes.Ainda neste âmbito, 51% defendem uma maior formação dos funcionários e 40% uma redução da carga fiscal. O inquérito que serviu de base ao estudo foi realizado em abril de 2019. Entre as 130 empresas que participaram no questionário, 94 identificaram-se.


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