Tuesday 11 May 2021
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diariodigital - 19 days ago

Football Leaks: “Rui Pinto não queria ser mero ladrão de documentos”, diz diretor do Mediapart

O diretor do site francês Mediapart, Edwy Plenel, assegurou hoje que Rui Pinto não interferiu no trabalho do consórcio europeu de jornalistas de investigação que trabalhou sobre a informação dos casos ‘Football Leaks’, ‘Malta Files’ ou ‘Luanda Leaks’.Na audição durante a 37.ª sessão do julgamento do processo ‘Football Leaks’, no Tribunal Central de Instrução Criminal, em Lisboa, o jornalista francês manifestou também a sua convicção de que “é apenas a uma pessoa” que se deve “a libertação destes documentos” e que só soube que Rui Pinto estava por detrás da plataforma eletrónica após o anúncio do advogado William Bourdon. E vincou que Rui Pinto “jamais exigiu controlar o trabalho” realizado.“Há uma tomada de consciência que se traduz na passagem de um simples blogue para a divulgação da informação. Nós tratávamos dos documentos lançados pelo ‘John’, que depois se veio a verificar ser Rui Pinto. Os documentos serviam como base para as nossas investigações”, indicou a testemunha, que completou de seguida: “Rui Pinto não queria ser um simples ladrão de documentos, mas um cidadão que agia pelo interesse público.”De acordo com Edwy Plenel, chegaram ao consórcio European Investigative Collaborations (EIC) - do qual faz parte o Mediapart, entre outros órgãos de comunicação social europeus – “mais de 70 milhões de documentos confidenciais”. A informação veio por via do jornalista alemão Rafael Buschmann, do Der Spiegel, que tinha ‘John’ como fonte, com Edwy Plenel a garantir que os documentos não vinham já estruturados para a análise dos jornalistas.“Os documentos foram entregues sem qualquer indicação ou organização prévia. Nós é que escolheríamos segundo o interesse público”, observou, sem deixar de clarificar: “No essencial, estes documentos têm informação de interesse público. Esse manancial não foi explorado ainda nem pelos media, nem pela justiça. Vamos ter ainda de fazer essa separação.”Sobre os casos ‘Luanda Leaks’ e ‘Malta Files’, revelados posteriormente em relação ao Football Leaks’, Edwy Plenel notou que nunca teve conhecimento da origem dos documentos. Porém, expressou a ideia de que os mesmos “mostravam o que se passava em termos de evasão fiscal e corrupção com a cobertura de escritórios de advogados e paraísos fiscais”.Rui Pinto, de 32 anos, responde por um total de 90 crimes: 68 de acesso indevido, 14 de violação de correspondência, seis de acesso ilegítimo, visando entidades como o Sporting, a Doyen, a sociedade de advogados PLMJ, a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR), e ainda por sabotagem informática à SAD do Sporting e por extorsão, na forma tentada. Este último crime diz respeito à Doyen e foi o que levou também à pronúncia do advogado Aníbal Pinto.O criador do Football Leaks encontra-se em liberdade desde 07 de agosto, “devido à sua colaboração” com a Polícia Judiciária (PJ) e ao seu “sentido crítico”, mas está, por questões de segurança, inserido no programa de proteção de testemunhas em local não revelado e sob proteção policial.


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