Monday 10 May 2021
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diariodigital - 17 days ago

Opinião/Do FC Porto de Mourinho ao Ajax e ao Villarreal: as histórias que uma Superliga nos poderia roubar

Foi o tema quente da última semana no futebol mundial: 12 gigantes europeus oficializaram e materializaram uma ideia que pairava há já alguns anos – a da criação de uma Superliga europeia que, no caso, surgiria por substituição à Liga dos Campeões.Entre o formato com algumas diferenças relativamente à ‘Champions’, o ponto que motivou uma quase unanimidade entre os adeptos da modalidade no que à rejeição da competição diz respeito foi o da exclusividade dada aos clubes fundadores e a mais alguns convidados pelos próprios. Tivesse a ideia avançado, estaríamos perante o fim da relação mérito/recompensa que, como Pep Guardiola referiu, é um dos princípios basilares do desporto e da competição.Para medir bem o impacto que esta Superliga poderia ter no futebol, e uma vez que futurologia não é possível fazer, recordemos alguns dos grandes episódios que de acordo com os trâmites apresentados seriam impossíveis de suceder.O título europeu do FC Porto de José MourinhoNa era dos galácticos, com os quais os dragões calharam em sorte na fase de grupos (além de Marselha e Partizan), José Mourinho surpreendeu tudo e todos – embora na época anterior já tivesse conquistado a então Taça UEFA – e bateu a concorrência, conquistando a Liga dos Campeões. Para isso, além do super Real Madrid de Luís Figo, Zidane, Ronaldo, David Beckham e companhia, a equipa enfrentou o Manchester United de Cristiano Ronaldo e Alex Ferguson, bem como o Deportivo da Corunha nas meias-finais e o Mónaco na derradeira final.José Mourinho e os seus métodos marcaram uma era, mas com a tão badalada Superliga Europeia… nenhum dos dois finalistas poderia sequer ter entrado na competição.$$caption$$O Villarreal de Riquelme, Forlán e companhiaDois anos mais tarde, em 2005/06, foram os espanhóis do submarino amarelo, como é conhecido o Villarreal a surpreender o mundo do futebol, alcançando as meias-finais da Liga dos Campeões, onde perderam no agregado das duas mãos por apenas 1-0, com o Arsenal (que viria a ser derrotado pelo FC Barcelona na final).Embora se tratasse de um modesto clube, o Villarreal conseguiu reunir nas suas fileiras Juan Román Riquelme, Diego Forlán, Marcos Senna, Sorín, o jovem Santi Cazorla e, claro, o técnico Manuel Pellegrini, que conseguiu implementar um futebol atrativo e simultaneamente eficaz.Apesar de um grupo difícil com Manchester United, Lille e… Benfica, os espanhóis não só seguiram em frente a par do Benfica, mas fizeram-no no 1.º lugar. Depois eliminaram Rangers e Inter de Milão e caíram perante os ingleses do Arsenal, numa eliminatória marcada pela grande penalidade desperdiçada pelo craque da equipa, Riquelme. Acabou por saber a pouco, mas ainda assim soube tão bem ver aquele outsider a bater-se entre os grandes.$$caption-2$$O luso-francês Mónaco de Leonardo JardimCom um investimento forte no plantel, mas focado sobretudo em jovens de grande potencial, o Mónaco intrometeu-se entre a elite europeia em 2016/17. Leonardo Jardim era o treinador e, além de bater o todo-poderoso PSG em plano interno, quebrando a hegemonia dos parisienses na Ligue 1, conseguiu também fazer uma gracinha na Europa.
Com Bernardo Silva e João Moutinho como titulares indiscutíveis, além de Mbappé, Falcao, Fabinho ou Mendy, a equipa superou todas as expetativas ao bater o pé ao Manchester City de Pep Guardiola e depois o Borussia Dortmund de… Thomas Tuchel.Nas meias perdeu com a Juventus, mas foi mais um belo exemplo de uma equipa que fez da qualidade e competência as suas armas para equilibrar uma balança que parecia irremediavelmente desequilibrada a favor dos colossos.$$caption-3$$O Ajax dos miúdos que por muito pouco não chegaram à finalMais recentemente, é quase impossível não pensar na caminhada de um Ajax liderado por miúdos – uns da formação, outros contratados muito cedo – que encantaram a Europa não só com os seus fantásticos resultados, mas também com exibições que fizeram recordar a identidade que Cruyff deixou para sempre ligada ao clube de Amesterdão.Com Frenkie de Jong, De Ligt, Ziyech, Van de Beek e Tadic a serem os principais destaques individuais da equipa, foi mesmo a força de um coletivo e de uma ideia de jogo corajosa e ambiciosa a possibilitar ao Ajax eliminar nos oitavos de final o Real Madrid e nos quartos a Juventus – curiosamente, ou não, dois dos principais impulsionadores deste projeto da Superliga Europeia.A queda viria a ser com o Tottenham, numa eliminatória dramática em que os holandeses estiveram sempre a comandar, mas em que um hat-trick de Lucas Moura com o terceiro golo a ser alcançado já no período de descontos fez as esperanças do Ajax caírem por terra.$$caption-4$$


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